AMME - Ação Missionária dos Militares Evangélicos - DF

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HISTÓRICO

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A Gênese da Capelania


A gênese da capelania está no meio militar. A presença de sacerdotes e figuras religiosas junto às forças militares e ao grupo de conselheiros reais é uma prática muito antiga. O Velho Testamento, com os hebreus, egípcios e demais povos do Oriente Médio, e também o Novo Testamento, com os judeus e romanos, confirmam isso.

Todavia, os termos capela, capelão e capelania originam-se um pouco mais adiante, com a Lenda do Manto de São Martinho de Tours. A história ocorreu por volta de 338 D.C. Martinho, com 22 anos, era um soldado do Exército Romano e ainda novo convertido. Em um dia de forte inverno, Martinho saiu para uma ronda noturna nas redondezas da cidade de Amiens, na França. Às portas da cidade encontrou-se com um mendigo praticamente nu e tremendo de frio. Diante disso, o soldado cristão cortou sua própria capa de lã ao meio e envolveu o mendigo. Na noite seguinte, Martinho sonhou com anjos que cobriam o ombro de Jesus com aquela metade de manto. Nesse sonho, o Senhor teria lhe dito: “Martinho, embora ainda novo na fé, deu-me esta veste”.

Após a morte de Martinho, propagaram-se histórias de supostos milagres realizados por ele e se difundiu a Lenda do Manto, uma crença de que a capa de São Martinho poderia trazer a vitória ao exército que a portasse. Tornou-se hábito em acampamentos militares franceses o estabelecimento de uma tenda onde era posta a relíquia – a capa de São Martinho. Esse local passou a se chamar capela e o sacerdote que a guardava e realizava as atividades religiosas junto à tropa passou a ser denominado capelão.

A prática de se manter capelas particulares se alastrou pela Europa de sorte que, na idade média, era muito comum que os senhores feudais mantivessem uma capela e um capelão que atendessem a ele a seu grupo. Com o tempo, a prática se firmou nas Instituições Militares e passou a ser adotada por outros grupos particulares como hospitais, escolas etc..

A Capelania Militar no Brasil

Já em 1500, havia sacerdotes católicos acompanhando os expedicionários portugueses que chegaram ao Brasil. Mas o documento oficial mais antigo de que se tem registro da atividade de capelães militares em nosso país é o Aviso Régio de 24 de maio de 1741, que se  referia aos capelães como párocos dos soldados (MACEDO, 1995, p. 56). Esse serviço, denominado em 1858 de “Repartição Eclesiástica”, foi abolido em 1899. Restaurado em 1944, como Assistência Religiosa à Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, contou com a presença de dois pastores: João Filson Soren (da Igreja batista) e Juvenal Ernesto da Silva (da Igreja metodista).

No pós-guerra efetivou-se permanentemente o Serviço de Assistência Religiosa do Exército, o que veio ocorrer também nas demais Forças Armadas e, em seguida, nas Forças Auxiliares.

Capelania na PMDF

Apesar de haver previsão de Quadro de Capelães desde 1984 no Estatuto da PMDF, somente na década de 90 Brasília conheceu seus primeiros capelães PM. O PR. Gilvan foi o primeiro capelão militar evangélico, permanecendo na Corporação de 1995 a 2000. A partir daí a PMDF passou um longo período (quase 10 anos) apenas com capelão católico, tempo em que a assistência religiosa foi realizada por voluntários da AMME, apesar das muitas dificuldades e resistências enfrentadas.

Depois de muita oração e de mobilização dos evangélicos junto ao Comando da PMDF e ao Governo do Distrito Federal, em outubro de 2006, foi publicado o Edital de Concurso Público para Ingresso no Quadro de Oficiais Policiais Militares Capelães, contemplando uma vaga para Pastor Evangélico. Mas o processo foi concluído somente no dia 03 de abril de 2009, com a nomeação do Pastor Gisleno Gomes de Faria Alves.

Depois dos oito meses do Curso de Habilitação de Oficiais de Saúde e Capelães – CHOS, o Pr. Gisleno passou a pronto, sendo recebido formalmente pela Capelania no dia 17/11/2009, em um culto em Ações de Graças organizado pela AMME, com a presença dos presidentes do Conselho de Pastores do DF, da ACMEB, de várias denominações evangélicas, do Chefe da Casa Militar e de muitas outras autoridades militares e eclesiásticas.

Com apoio irrestrito da AMME, o novo capelão se empenhou em estruturar a Capelania Militar Evangélica em termos de estrutura, recursos humanos e legislação. Dedicou-se também à construção e difusão de um conceito bíblico e institucional de capelania, visando à unificação dos evangélicos e à consolidação da capelania como recurso assistencial na PMDF.

Em 2011, por decisão do TJDFT, a Corporação recebeu mais um capelão evangélico, o Pr. Valdemar Alcindo Arend, também oriundo do Concurso de 2006, que foi recebido oficialmente pela AMME e pela Capelania no culto de Aniversário de 203 anos da PMDF. Com essa bênção, a Corporação passou a contar com dois pastores capelães.  No entanto,  em março de 2014 o capelão Valdemar  foi a óbito vitimado pelo câncer.

Atualmente a PMDF possui um capelão pastor e um capelão padre.